domingo, 9 de janeiro de 2011

Herva Matte , 1921

O Matte, planta indígena da zona temperada da América do Sul, cresce entre 18 e 30º de latitude sul, com especialidade entre 21 e 34º, que é a região mais favorável ao seu desenvolvimento, e principalmente na zona compreendida entre Paraná, Mato Grosso e Paraguai, região que a partir da Cordilheira de Amanbaí, vaI  até ao norte da Serra de Maracajú. O mate que nasce nesta zona é considerado como o de melhor qualidade, e se desenvolve muito mais facilmente nas fralErva_Matedas das montanhas e margens dos regatos.

Salientam-se, dentre os Estados do Brasil, onde se acha a planta conhecida pelo nome de mate os Estados do Sul, particularmente o Estado do paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em Mato Grosso, nas margens do rio Guaporé, no município de Miranda e nos campos de Nioac também existe mate.

O emprego do mate é conhecido, desde tempos remotos, pelos habitantes das regiões sul americanas, os quais dele faziam uso ora em mastigatório, ora como bebida.

Nas descrições sobre as riquezas do Brasil, feitas pelos seus descobridores, não se encontra menção alguma tocante a esta planta , entretanto o mate era já bastante usado pelos Incas, no Peru, como o comprovam os fatos: 1º de ser encontrado junto com utensílios domésticos, próprio ao seu uso; 2º existir ao lado das armas de guerra; 3º finalmente o haverem deparado nos túmulos de Ancon, perto de Lima.

Data de muito tempo o suo que faziam os índios Guarani de uma planta por eles denominada Kaá-mi, Kaá, erva excelente.

Usam-nas estes índios por manter-lhes as forças nas suas longas caminhadas e, bem assim, para resistir á fome. Entregavam-na, também, quando partiam para a caça ou pesca, nos lugares alagadiços por servi-lhes de preservativo contra febres palustres.grandes esforços.

Com este fim, os selvícolas mascavam as folhas da planta Kaá-mi, preparadas, por um processo especial, que conheciam, e da infusão da mesma faziam uso os Guaranis, quando se aplicavam a trabalhos que demandavam grandes esforços.

Os espanhóis, ao tempo das conquistas territoriais, viram-se obrigados a internar-se nas florestas do Paraguai e do Uruguai, por causa da perseguição que mantinham contra os índios; e, por esse tempo notaram que estes, no intento de suportar as longas caminhadas, faziam uso de uma planta especial, que, segundo apontamentos publicados pelo capitão de fragata Don Felix de Azara, era a Kaá.

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