domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Sapucainha e suas propriedades medicinais

Almanaque Agrícola Brasileiro, 1922 – Waldemar Peckolt

As “amêndoas”, têm sabor que lembra o das nozes, podem ser comidas cruas, assadas ou cozidas, prestando-se também para a confecção de doces saborosos, por processo igual aos das nozes e amêndoas. Uma vez cultivadas intensivamente, a produção d suas sementes, pode ser utilizada para auxiliar a alimentação dos suínos e a sua engorda , por ser ótimo alimento de poupança e reserva, além de seu sabor agradável; a outros animais pode também ser distribuída.

Dizem os sertanejos e “curiosos”, que aos cavalos e ao gado, essas sementes dão brilho ao pelo , expelem os vermes intestinais, purga-os, segundo a dose, e , curam os cursos diarreicos. Aos cães é usado em fricção no tratamento da sana, e , internamente, com as sementes socadas cura as “câimbras do sangue”.Sapucainha1

A Sapucainha fornecem alguns contingentes para a medicina popular: as suas cascas, são usada como adstringente, sob a forma de cozimento e infusão, no tratamento das diarreias; as suas folhas, em chá ou infusão, na dose de 3 a 4 xícaras por dia, são usadas como tônicas cardíacas e diuréticas. O seu fruto é aparte mais utilizada; as sementes ou amêndoas, cruas, constituem um purgativo, suave e catártico, na dose de 3 a 4 inteiras ou socadas, são tidas também como afrodisíacas.

O seu óleo, sucedâneo do óleo de amêndoas doce, é empregado com os mesmos fins, mas a sua ação purgativa, é suave e intensa, na dose de 30 a 60grs para os adultos e na dose de 10 a 40grs, para as crianças; externamente, ainda é usada em fricção no tratamento de algumas moléstias da pele; presta-se bem ao fabrico de sabonetes, considerados bastante úteis para amaciar e embelezar a pele; ainda ser na confecção de emplastos, cataplasmas e linimentos, como resolutivo, ou em substituição ao óleo de amêndoas doce. Esse óleo é obtido por expressão das sementes, com o fim de lubrificar os cabelos.

O perisperma que envolve as amêndoas, é amargo e tânico; a sua tintura ou alcolatura é usada frugalmente, e muitas vezes associados as sementes inteiras, no tratamento das disenterias, diarreias acompanhadas de sangue, nos catarros intestinais agudos e crônicos; nas moléstias do fígado favorecendo o fluxo biliar; em algumas hemorragias, nos enfartamentos ganglionares e dizem os “mesinheiros”, que também, em algumas moléstias do coração. Este fato precisa de observação apurada, que pretendemos fazer.

A cuia ou caçamba da Sapucainha é também usada pelo vulgo e “mesinheiros”, com fins medicinais, pois dizem que a “água dormida”, nesta caçamba e tomada em jejum, cura as prisões rebeldes do ventre, servindo também para as moléstias do estomago, o que é explicável, pelo simples fato de prestar-se a este fim, a água pura, tomada em jejum.

A crendice popular aconselha ainda o uso daquela “água”, para amaciar a pele e tirar as manchas da sarda, o que afinal não passa de um empirismo.

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